Maresia não perdoa aço mal protegido. O problema quase nunca é o material — é a especificação que faltou no projeto. Entenda a diferença.
Você instalou uma cobertura, um mezanino ou uma estrutura metálica há pouco tempo, e a ferrugem já está aparecendo — nos parafusos, nas soldas, às vezes na chapa toda. A primeira reação é achar que o material era de baixa qualidade, ou que a obra foi mal feita.
Na maioria dos casos não é isso. O problema é outro, mais sutil: a estrutura foi especificada como se estivesse longe do mar — e não na Baixada Santista, onde a maresia ataca o aço numa velocidade completamente diferente.
O ar perto do mar carrega sal em suspensão, e esse sal acelera drasticamente a corrosão do aço. Uma estrutura que duraria décadas em ambiente seco pode mostrar os primeiros sinais de ferrugem em poucos anos perto da costa. Isso é tão conhecido pela engenharia que existe até uma classificação internacional pra isso: ambientes litorâneos entram na categoria de agressividade mais alta da norma (corrosividade C5, segundo a ISO 12944), que exige tratamento bem mais robusto que o "padrão de fábrica".
O problema, então, quase nunca é o aço em si — é o esquema de proteção que foi (ou não foi) especificado pra esse aço antes de ele ser instalado.
Estrutura metálica continua sendo uma ótima escolha pro litoral — rápida de montar, leve, durável — desde que especificada pra esse ambiente, não pra um genérico de catálogo. Se a sua já está enferrujando, a solução nem sempre é trocar tudo: muitas vezes é avaliar o grau de corrosão, tratar o que for recuperável e proteger direito daqui pra frente.
Me chame pra avaliar o que pode ser recuperado e o que precisa de atenção, antes que o problema avance para a parte estrutural.
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