O pedreiro disse que "sobe rapidinho". Antes de acreditar, tem uma conta que precisa ser feita — e ela define se o seu projeto é seguro ou um problema esperando para acontecer.
A família cresceu, o terreno não dá pra construir do lado, e a solução parece óbvia: subir mais um andar. Faz sentido — você já tem a casa, já tem a laje, "só" precisa continuar para cima.
O "só" é onde mora o risco. Toda fundação e toda estrutura existente foi calculada para um peso específico — o da casa que está em pé hoje. Empilhar mais um pavimento muda essa conta inteira, e ela precisa ser refeita antes do primeiro tijolo subir.
Pilares, vigas e fundação foram dimensionados para sustentar uma certa carga, com uma margem de segurança. Um pavimento extra soma peso próprio da estrutura, mais paredes, piso, móveis, pessoas — e essa margem pode não sobrar.
Em terrenos da Baixada Santista isso pesa ainda mais: solo arenoso, lençol freático alto, fundações muitas vezes mais simples do que o ideal. Sem verificação, o acréscimo pode gerar recalque diferencial — aquele tipo de problema que aparece como rachadura meses (ou anos) depois, bem longe da obra que causou.
Subir um andar pode, sim, ser a solução certa pra sua família — vejo isso dar certo o tempo todo. A diferença entre um acréscimo seguro e um problema mora inteiramente em uma pergunta: alguém fez essa conta antes de começar a obra?
Me chame antes de fechar com a construtora. A avaliação evita que você descubra o limite da sua estrutura batendo nele.
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